Sem calcinha…

Ei… Meu nome é Érika…

Festa do pijama…

Estavam Natália, Patrícia e eu.

As duas eram uma delícia… A gente sempre andava juntas, se cumprimentava com selinhos e marcávamos de ir ao Shopping… Tínhamos apenas entre 14 e 16 anos.

Dormíamos sempre na casa uma das outras e eu sempre confundia nossa amizade de meninas com algo mais… Mas era tudo muito confuso e difícil pra mim, que era de formação católica praticante…

Nesse dia dormimos na minha casa. De noite nos vestimos para dormir, esticamos 3 colchões ao chão e fizemos um camão único.

Percebi que Natália estava sem calcinha, então também fiquei assim. Ao invés de vestir um baby doll, escolhi um camisão de minha mãe, que eu usava como camisola… Patrícia estava de pijama…

Jogamos bisca até lá pelas 2h da manhã… Patrícia dormiu rápido e Natália e eu continuamos…

Esbarrei umas duas vezes meu dedo do pé na tentativa de alcançar a bucetinha dela… Mas não consegui chegar lá. Forcei algumas vezes pra ela notar que eu estava sem calcinha… Mas não rolou clima…

Fofocamos bastante, rimos muito e fomos dormir bem tarde…

Deixei minha bunda exposta e Natália dormiu no meio (entre eu e Patrícia), virada pra mim… Quase que me pegando de conchinha…

Alguns longos minutos se passaram de silêncio absoluto. Quebrado apenas algumas vezes por mim ou Natália se ajeitando na cama…

A respiração dela foi ficando mais forte a medida em que ela ia chegando perto de mim. Esbarrou a mão sobre minha bunda e a alisou por cima… Meu coração batia cada vez mais forte…

Ela sussurrou algo em meu ouvido. Eu já estava melada de tesão. Acho que ela disse: “fiquei olhando você sem calcinha a noite toda”…

Fingi que estava dormindo… Aos poucos senti Natália esfregando a mão na minha bucetinha… Mas ainda era criança e aquela delícia de mistura de sentimentos foi sendo vencida pelo meu sono… Perdi pra ele e me entreguei de vez (tanto à Natália, que fez o que quis, quanto ao sono, onde me perdi…).

A última coisa que me lembro é de sentir os dedos dela saindo de minha buceta, ouvi-la saborear meu caldo e sentir novamente suas carícias na xaninha…

Acordei as 10, com a camisola me cobrindo por completo e minha calcinha estrategicamente colocada por alguém debaixo do meu travesseiro…

Natália e Patrícia conversavam e riam e minha mãe apareceu na porta nos chamando, perguntando se iríamos tomar nosso leitinho ou se iríamos esperar o almoço…

Não rolou mais nada entre a gente e nunca mais tive nada próximo de um relacionamento lésbico. Sou casada e, anteontem, Natália me adicionou no facebook…

De manhã ela já havia deixado uma mensagem pra Patrícia: “Saudade da infância. Saudade da festa de pijama que fizemos na casa de Erika”…

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Sobre T.A.D.

T.A.D. É um personagem, que diz o que passa na cabeça de seu autor. Visite o blog mais vezes para tirar suas conclusões: http://migre.me/b2PzD
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6 respostas para Sem calcinha…

  1. Bell disse:

    ela quer recordar, afinal recordar é viver.

  2. karla .. disse:

    Essas meninas rs ..

  3. eu disse:

    Acho que essa estória não terminará por aqui…(risos),bjks!

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