A DEUSA DA CHAMA DE PRATA

Segundo conto enviado por Sex Is My Life. Querem conferir mais sobre o cara? Acessem: http://www.extfeelings.blogspot.com.br.

 

Dilacerante.

Essa foi a primeira impressão que tive ao vê-la. Luminosa. Doce. Os olhos exalando beleza, ternura, luz e decisão. Sim, ali estava uma mulher com olhar decidido e firme, sereno e sábio, belo e puro.

Uma verdadeira Deusa, sem imaginar, ao menos, que esse era um codinome que a tornava conhecida de muitos. Ao vê-la num congresso, nem imaginei que essas impressões foram premonitórias. Baixei meus olhos quando ela, sem me notar especificamente, olhou para mim. Não soube por quê.

Tive a ousadia de imaginar seu corpo nu. Tive a impertinência de imaginar minhas mãos sob a saia dela. Tive o sentimento dilacerante de pensar em minhas caricias sendo observadas por aqueles olhos puros, minha língua tocando aqueles ombros tão sensuais.

Conheci-a pessoalmente. Encontro tão improvável como se fosse um “Encontro em Samarra”. Suas palavras soaram-me, ainda, mais doces e poéticas. Arrisquei-lhe o signo. Surpresa, ela revelou-me que quase acertei. Origens, culturas, gostos, formação técnica foram nossas coincidências, vivências e experiências. Traço de união. Tive, ainda, a audácia de pensar que essa seria a mulher de minha vida.

Surpreendentemente, nos falamos pelo MSN. A virtualidade da conversa e a distância consentida tornaram-me mais audacioso. Mais ousado e ela, mais receptiva. Falamos de poesias, vinhos, comidas, viagens. Nossas palavras de duplo sentido me deixaram excitadíssimo. Ousado.

O encontro real deu-se em nossa cidade natal, num jantar. Ela me falou de sua viagem à Alsácia.

Falou-me de Colmar, seus canais, as pinturas das casas, das flores e dos prédios. Falou-me de Riquewhir, e suas construções medievais, rodeada de vinhas por todos os lados. Ela selecionou um vinho Riesling, que nos acompanhou toda a noite. O toque de sua mão na minha mão, a alvura da pele e seus movimentos de cabeça tornaram nosso jantar mais maravilhoso ainda.

Deixei-a em casa. Um beijo dela na minha face fez-me esfregá-la como se a marca de tanta pureza, bondade, charme e beleza pudessem dilacerar minha carne. Senti-me, estranhamente solitário e abandonado, vendo-a entrar em casa.

No dia seguinte, o telefonema dela me deixou em êxtase. Ela sugerira uma visita a uma galeria de arte e depois um almoço. Convidei-a à minha casa antes do almoço. Ela olhou-me firme nos olhos e aceitou.

Em casa, ao mostrar-lhe minha coleção de música, aproximei-me por trás dela, rocei-lhe o corpo provocativamente e dei-lhe um suave beijo na nuca perfumada. Tomei-lhe a mão e beijei-a com ternura, passando minha língua entre os dedos dela. Coloquei sua mão no meu rosto, pedindo-lhe uma carícia na face. Olhei-a fundo nos olhos e beijei-lhe a boca. Toquei minha língua no seu ombro e beijei-lhe os seios sob a blusa.

A brincadeira acendeu-a. Ela virou-se, tomou-me pela gola da camisa e beijou-me longamente na boca. Um beijo longo e torturantemente delicioso.

A língua dela era um açoite cruel. Era a dona da situação. A condutora.

Tomou-me a mão e colocou-a na sua cintura. Um gesto sensual de cabeça deixou-me excitado. Minhas mãos acariciaram seus seios. Desabotoei-lhe a blusa. Suas narinas dilatadas e sua pele alva me inundaram de paixão e tesão. Minha língua tocou seus

mamilos e deliciei-me com seu cheiro de fêmea. Seus murmúrios de aprovação deixaram-me saciar meu tesão em sugar-lhe os mamilos e lamber-lhe os seios, os ombros e beijar-lhe a nuca. Sua mão estava úmida quando me envolveu num abraço recheado de ternura. Desnudei-a, como se fosse um colecionador de arte desembrulhando uma obra prima.

Acariciei sua vagina sedosa, sentindo o cheiro de fêmea que dela exalava. Deitei-a no sofá de minha sala e dedilhei-lhe o grelinho como se executasse uma peça musical ao piano. Ela sorriu, dizendo-me um amante de excepcional cuidado e eficiência.

Senti o seu gozo aproximar-se com meu toque manual. Seu gozo veio rápido, inundando-me a mão de mel.

Deitei-a e a lambi como se fosse um sorvete divino. Ela abriu-se para mim com suas mãos e chupei-lhe o grelinho, titilei os lábios de sua vagina com minha língua ávida e hábil. Sua umidade exalava um cheiro maravilhoso.

Obrigou-me a deitar. E depositou, suavemente, seu corpo sobre o meu, nossas bocas atadas uma à outra num beijo inebriante. Lentamente, foi subindo o seu corpo no meu.

Jogou os cabelos para trás num gesto de intensa sensualidade e, docemente, encaixou sua vagina na minha boca, da forma que mais gostava. Minha língua passeava por ela e pelo seu cuzinho da cor de cobre…… senti-a arrepiar-se no primeiro gozo da nova posição.

Levantou-se um pouco, pegou-me a mão e enfiou, suavemente, meu dedo indicador no seu ânus. Apertou-o com força, arrepiando-se de prazer.

Incitava-me, dizendo-se chupada de forma que nunca fora. Pedia que meu dedo dentro de seu cuzinho entrasse e saísse mais rápido. Dizia-se deliciada com meu dedo dentro de seu ânus.

Senti seu gozo chegar. Apertou-me o dedo e nesse instante, seu gozo, acompanhado de seu grito surdo, veio abundante na minha boca. Um espasmo, dois, três…. deixou-se cair a meu lado, saciada. Olhou-me com olhos lânguidos e extasiados, como se olhasse um homem vencedor e possante. Senti-me glorificado pelo seu olhar.

Ela desnudou-me, acariciou com a língua meu pau e murmurando de prazer deitou-se em cima dele, moveu-se languidamente, trincando os dentes, e com um grito abafado de prazer, esperou meu orgasmo. Deitamo-nos lado a lado.

Beijei-lhe os olhos, tomei-lhe a mão, beijei-a mais uma vez, agora com o gosto inesquecível de se íntimo, partilhado por nossas bocas e línguas. Um beijo de e um momento de doce intimidade.

Levantamo-nos.

O almoço compartilhado, o fim da tarde e a doce intimidade dos amantes saciados obrigam-nos a repetir nossos encontros.

A cada dia, fazemos novas descobertas em nossas rotinas. Somos cúmplices e amantes exigentes. Apaixonados.

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Sobre T.A.D.

T.A.D. É um personagem, que diz o que passa na cabeça de seu autor. Visite o blog mais vezes para tirar suas conclusões: http://migre.me/b2PzD
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5 respostas para A DEUSA DA CHAMA DE PRATA

  1. T.A.D. disse:

    Deliciosa deusa… Tão amada quanto desejada… Inspira o prazer que a nomeou…

    Engraçado como ela se identificou com tal deusa num momento em que nem imaginava sê-la…

  2. Acid_Angel disse:

    Um post totalmente gostoso …. Inebriante … AI …. AI …. QUE venham mais posts “orgásticos” como esse !!!

  3. Sunev disse:

    Maravilhosa! Vênus….

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